Robogin 2026 transforma arqueologia em experiências de ciência, tecnologia e criatividade

No Centro de Excelência Master, conhecer o passado também é uma forma de imaginar o futuro. Foi com essa proposta que os alunos dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental Anos Finais participaram, nesta quinta-feira, 28, do Robogin 2026, campeonato de Robótica e Gincana que, neste ano, trouxe a arqueologia como fio condutor das atividades. Com o tema “Arqueologia: desvendando o passado para construir o futuro”, o evento transformou os estudantes em pesquisadores, inventores, artistas e protagonistas de seus próprios projetos.

Organizado pela equipe de Robótica em parceria com a Coordenação dos 6º e 7º anos, o Robogin começou muito antes do dia do evento. Nas semanas que antecederam a programação, os estudantes pesquisaram problemas reais relacionados à arqueologia, desenvolveram propostas de inovação, construíram os materiais dos stands, prepararam apresentações artísticas, arrecadaram alimentos para a Tarefa Solidária e se dedicaram aos desafios da robótica. Em um novo espaço, a atividade contou com pipoca e algodão doce para todos os alunos, além de jogos como futmesa, touro mecânico, futebol de sabão, cama elástica, just dance e totó. Por meio de uma parceria consolidada ao longo dos anos, também houve a presença de artigos da Arena Hitech, como fliperama e simulação de carros, além da comercialização de action figures, posters, e outros suvenirs do mundo geek, através da Magic Land.

A proposta é que os próprios alunos estejam à frente de cada etapa. No Desafio do Robô, por exemplo, eles são responsáveis por definir estratégias, projetar, construir e programar os robôs autônomos que cumprem missões em uma arena temática. Já no Projeto de Inovação, o desafio foi responder a uma pergunta: Como ajudar os arqueólogos a desenvolver melhor o seu trabalho?

Para chegar às respostas, as equipes precisaram pesquisar, conhecer as soluções já utilizadas pelos profissionais e identificar problemas que pudessem ser enfrentados com ciência, tecnologia, engenharia, robótica ou inteligência artificial. A partir daí, desenvolveram soluções que precisavam ser criativas, viáveis e testadas.

“Uma das coisas mais importantes do Robogin é trabalhar os projetos com os meninos, para que eles possam se apresentar e demonstrar a oratória, vivenciar a pesquisa e começar a trabalhar com pesquisa científica”, explicou a professora de Robótica, Jacy Souza.

Entre os projetos apresentados, estavam soluções voltadas à preservação de artefatos e à segurança durante escavações. A equipe Arqueólogos do Futuro, por exemplo, desenvolveu uma proposta relacionada à preservação de achados arqueológicos e construiu uma maquete que representava uma escavação, mostrando também como a tecnologia pode contribuir para o trabalho dos profissionais.

Outro projeto foi o PETRO, apresentado pela turma da estudante Maria Carolina. A equipe criou um sistema inteligente de escavação arqueológica que reúne diferentes tecnologias para tornar o trabalho mais seguro e preservar fósseis e outros achados. Entre as ideias desenvolvidas estão um macacão inteligente para facilitar o acesso às ferramentas e mecanismos inspirados no robô Da Vinci, utilizado na medicina, adaptados para auxiliar procedimentos arqueológicos.

Ainda para Maria Carolina, aluna do 7º ano, a experiência deste ano também foi marcada pela maior integração entre os estudantes. “Esse ano eu estou mais íntima com o evento, conseguindo interagir mais com todo mundo e entender o que está acontecendo”, conta.

A programação também levou os estudantes a percorrer diferentes períodos da história por meio da apresentação artística “A Última Cápsula do Tempo”. No enredo, crianças do ano de 2126 encontram uma cápsula deixada pelos estudantes de 2026 e, a partir dela, embarcam em uma viagem pela história da humanidade. Dança, teatro e música foram utilizados para representar momentos como a origem da vida, os povos pré-históricos, a ocupação das Américas, as grandes civilizações antigas, a Idade Média, as Grandes Navegações, a Revolução Industrial, o mundo moderno, a arqueologia, a robótica e a inteligência artificial, chegando ao futuro.

Nos stands, a criatividade ganhou forma. Cada equipe ficou responsável por construir e decorar seu próprio espaço, utilizando materiais de papelaria, reciclagem, maquetes, réplicas, fósseis, mapas históricos e outros elementos relacionados aos temas trabalhados. A participação dos alunos também foi valorizada na montagem: os espaços foram produzidos por eles, com a orientação dos professores.

Para a professora de Matemática Paula Ribeiro, que acompanhou os estudantes durante a preparação, esse processo representa a continuidade de um aprendizado que começa na sala de aula. “A construção do conhecimento é um trabalho que a gente começa dentro de sala e leva para fora”, afirma.

Mais do que orientar, os professores estiveram ao lado dos estudantes durante a construção dos projetos, incentivando tentativas, erros e novas possibilidades. “Se não der certo, a gente desmancha e faz de novo. O intuito é sair um trabalho que é a cara deles”, conta Paula. Para ela, esse é justamente um dos grandes sentidos da experiência: “Não foi feito por mim. É a mão dele que está ali”.

O Robogin também estimulou valores que vão além da competição. Os chamados Core Values estiveram presentes durante as atividades, reforçando a importância do trabalho em equipe, do compartilhamento de conhecimentos e materiais, do respeito e da capacidade de lidar com desafios e frustrações.

Outra frente importante foi a Tarefa Solidária. Ao todo, foram arrecadadas 110 cestas básicas, além de mais de 500 pacotes de cuscuz e macarrão.

A edição deste ano também contou com a participação da nova equipe de FTC (FIRST Tech Challenge) do Master, que apresentou aos estudantes outras possibilidades dentro do universo da robótica. A iniciativa busca aproximar novos alunos da comunidade de robótica e estimular o interesse pela tecnologia.