Aula externa revela a história e a herança afro-brasileira na formação de Aracaju

Pensando em explorar a cidade de Aracaju pelos aspectos culturais e históricos, o Centro de Excelência Master realizou, do dia 2 ao dia 5 de março, uma aula externa que uniu as disciplinas de Geografia e Projeto de Formação Humana ao Programa ERER Master.

A atividade teve início no Largo da Gente Sergipana, onde os alunos tiveram contato com manifestações culturais do povo sergipano e aprenderam a identificar quais deles tem herança afrodescendente. Esses monumentos não apenas preservam histórias muitas vezes invisibilizadas, mas também educam a população e fortalecem o sentimento de pertencimento, reafirmando que a cultura de Sergipe é profundamente marcada pela contribuição africana e afro-brasileira.

A segunda parada foi na Colina do bairro Santo Antônio, com a vista do alto eles aprenderam sobre a transferência da capital de São Cristóvão para Aracaju, além de refletirem sobre a importância histórica e cultural da região, pois está diretamente ligado aos primeiros núcleos de ocupação e ao processo de construção da cidade planejada no século XIX. Localizado em uma área elevada, o bairro tornou-se um ponto estratégico de observação e proteção do território, além de abrigar importantes referências religiosas e históricas.

A terceira e última parada foi na rua Gararu, no bairro Cirurgia. Essa parada tem como função contar a história do Quilombo urbano Maloca localizado próximo a essa rua, a Maloca, considerada um dos principais quilombos urbanos da cidade e do Brasil, se tornou um marco na preservação da história e identidade da população preta na capital sergipana, e é na rua Gararu que os alunos podem prestigiar uma das paredes pintadas pelo projeto “Caixa D’Água, Cor e Memória” realizado pelo artista Everton e Elias Santos que evidencia referências quilombolas do bairro.

Além disso, a aula abordou a importância das comunidades quilombolas reconhecidas pelo Governo Federal, destacando o papel desses territórios na promoção da equidade e no resgate cultural. A professora de Geografia, Jociene Macedo, ressaltou a importância da aula externa “Esse tipo de atividade amplia a visão dos alunos sobre a formação do nosso país, permitindo que compreendam de maneira prática a influência dos povos afro-brasileiros na nossa sociedade e o processo de reparação histórica”, destacou.

A coordenadora do Programa ERER, Thiara Meneses, também comentou sobre a iniciativa e seu impacto educacional: “Esse é o terceiro ano que o ERER se junta a professora Jociene para levar os alunos dos sétimos anos para conhecer a história de uma Aracaju preta, seja na formação geográfica e territorial como nos personagens importantes que marcam a história da nossa cidade. É gratificante poder fazer parte dessa aula externa e contar a história que os livros por muitos anos não contaram”.